Bancos Juros
●Faixa 1 - a mais básica
A renda máxima desta faixa, que era de R$1.600,00, passa a ser de R$1.800,00. O subsídio oferecido pelo governo nesta faixa não sofreu alteração; a taxa de juros segue sendo 0%.
●Faixa 1,5 - a nova faixa
Esta nova faixa criada pelo governo atende famílias com renda de R$1.800,00 a R$2.300,00. Nesta faixa, a taxa de juros praticada é de 5%, valor praticado anteriormente na então faixa 2.
●Faixa 2 - onde os juros variam
A nova faixa dois se inicia em R$2.300,00 e vai até R$3.600,00. Como os juros da faixa 1,5 estão em 5%, nesta nova estrutura, os juros iniciais da faixa 2 estão em 6%. Mas apenas até o valor de R$2.700,00. A partir dele, até o topo da faixa, R$3.600,00, eles estão em 7%. Na estrutura anterior, a faixa ia dos R$1.600,00 aos R$3.275,00 (sem faixa 1,5), sendo subdividida em dois segmentos, abaixo e acima de R$2.455,00. No segmento inferior, juros eram de 5% e no superior juros eram de 6%.
●Faixa 3 - a superior
Na nova estrutura, a faixa 3 se estende dos R$3.600,00 até os R$6.500,00. Os juros aqui estão mais altos, em 8%. Na estrutura anterior, quando a faixa estava entre R$3.275,00 e R$5.000,00, os juros estavam em 7,16%.
Consequências das mudanças
As taxas de juros subiram na maioria das faixas. O governo tem apostado nas altas taxas de juros para remediar a alta inflação, mas um dos efeitos colaterais desta política monetária vigente é o repasse dos custos financeiros aos cidadãos. Já era esperado este ajuste no programa. Por outro lado, comparando-o com as mudanças nas políticas de financiamento dos bancos comerciais, anunciadas nos últimos meses, as taxas ainda seguem bastante atrativas. De fato, para a parcela mais carente da população, atendida pela faixa 1, as taxas de juros seguem em 0%.
O caráter mais positivo da nova estrutura é a ampliação das faixas de renda atendidas. Por muitos os valores de renda eram considerados defasados, já que a valorização dos imóveis ao longo dos últimos anos tinha sido superior à valorização da renda. Com os novos limites, o programa se torna mais inclusivo.
Em agosto passado, pela primeira vez em mais de 2 anos, houve uma reversão na relação entre a renda e o valor dos imóveis no Brasil. A renda real valorizou em relação a julho e o valor real dos imóveis caiu no mesmo período. Ou seja, o poder de compra do cidadão brasileiro aumentou, como comentado neste artigo há alguns dias. Caso a tendência continue, junto com o ajuste na estrutura do programa Minha Casa Minha Vida, podemos esperar um impacto positivo na adoção ao programa por parte da população.
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